A medicina veterinária deu um salto imenso nos últimos anos oferecendo
novos tratamentos e uma melhor qualidade de vida aos animais. Em algumas áreas
pode-se que dizer que a medicina veterinária está mais avançada que a humana e
uma dessas áreas é a do transplante de células tronco. Essa terapia ainda está
engatinhando na medicina humana, pelo menos aqui no Brasil, mas na veterinária
já vem sendo utilizada há alguns anos e tem obtido excelentes resultados.
Certamente você já ouviu falar em células tronco, mas o que são essas
células? Bem, células tronco são células
não especializadas, isto é, elas não têm uma função específica, são encontradas
em todos os órgãos do organismo e são responsáveis pela sua manutenção durante
a vida, o que ocorre devido à sua capacidade de renovação.
Elas são encontradas em órgãos e tecidos adultos e permanecem inativadas
e não diferenciadas até serem requisitadas para a regeneração dos tecidos, como
por exemplo: pele, renovação do sangue, regeneração de tecido lesado, etc.
As células tronco se dividem em: células tronco embrionárias (obtidas
durante o estágio embrionário) e células tronco adultas (obtidas de tecidos
adultos) e que pode se dividir ainda em: células tronco hematopoiéticas (sangue
do cordão umbilical e da medula óssea) e células tronco mesenquimais (obtidas
do cordão umbilical, tecido adiposo, polpa do dente, etc.). As células utilizadas nos tratamentos em animais são
geralmente obtidas do tecido adiposo de animais doadores jovens e saudáveis.
Essas células, quando entram em contato com o tecido a ser tratado, são
ativadas e se diferenciam de acordo com as células locais, por exemplo: em caso
de lesão de tendão, as células se diferenciarão de acordo com as células
presentes no tendão; em fraturas, elas se diferenciarão em células ósseas; em
cartilagens, células cartilaginosas.
O transplante pode ser feito por via intravenosa ou diretamente no
tecido lesionado. A escolha da técnica depende da doença e do órgão a ser
tratado.
Em cães e gatos pode-se tratar: sequelas de cinomose, osteoartrites e
osteoartroses, falhas ósseas, lesões tendíneas e ligamentares, aplasia e
hipoplasia de medula, doença renal aguda e crônica, ceratoconjuntivite seca,
úlcera de córnea, traumas medulares (discopatias), dermatite atópica e
displasia coxofemoral.
Em equinos pode-se tratar: osteoartrites e osteoartroses, lesões
tendíneas e ligamentares e falhas ósseas.
Infelizmente, esse tipo de terapia ainda é pouco acessível devido ao
alto custo das aplicações. O gasto de cada aplicação fica entre R$1500,00 a R$2500,00.
O preço varia de profissional para profissional e da técnica utilizada. Em
alguns casos é necessário a sedação do animal e o uso do ultrassom para guiar a
aplicação. Lembrando que em alguns casos são necessárias várias aplicações
mensais.
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