sábado, 5 de setembro de 2015

Quando utilizar o transplante de células tronco em animais?

A medicina veterinária deu um salto imenso nos últimos anos oferecendo novos tratamentos e uma melhor qualidade de vida aos animais. Em algumas áreas pode-se que dizer que a medicina veterinária está mais avançada que a humana e uma dessas áreas é a do transplante de células tronco. Essa terapia ainda está engatinhando na medicina humana, pelo menos aqui no Brasil, mas na veterinária já vem sendo utilizada há alguns anos e tem obtido excelentes resultados.


Certamente você já ouviu falar em células tronco, mas o que são essas células? Bem,  células tronco são células não especializadas, isto é, elas não têm uma função específica, são encontradas em todos os órgãos do organismo e são responsáveis pela sua manutenção durante a vida, o que ocorre devido à sua capacidade de renovação.

Elas são encontradas em órgãos e tecidos adultos e permanecem inativadas e não diferenciadas até serem requisitadas para a regeneração dos tecidos, como por exemplo: pele, renovação do sangue, regeneração de tecido lesado, etc.

As células tronco se dividem em: células tronco embrionárias (obtidas durante o estágio embrionário) e células tronco adultas (obtidas de tecidos adultos) e que pode se dividir ainda em: células tronco hematopoiéticas (sangue do cordão umbilical e da medula óssea) e células tronco mesenquimais (obtidas do cordão umbilical, tecido adiposo, polpa do dente, etc.). As células  utilizadas nos tratamentos em animais são geralmente obtidas do tecido adiposo de animais doadores jovens e saudáveis.

Essas células, quando entram em contato com o tecido a ser tratado, são ativadas e se diferenciam de acordo com as células locais, por exemplo: em caso de lesão de tendão, as células se diferenciarão de acordo com as células presentes no tendão; em fraturas, elas se diferenciarão em células ósseas; em cartilagens, células cartilaginosas.

O transplante pode ser feito por via intravenosa ou diretamente no tecido lesionado. A escolha da técnica depende da doença e do órgão a ser tratado.

Em cães e gatos pode-se tratar: sequelas de cinomose, osteoartrites e osteoartroses, falhas ósseas, lesões tendíneas e ligamentares, aplasia e hipoplasia de medula, doença renal aguda e crônica, ceratoconjuntivite seca, úlcera de córnea, traumas medulares (discopatias), dermatite atópica e displasia coxofemoral.

Em equinos pode-se tratar: osteoartrites e osteoartroses, lesões tendíneas e ligamentares e falhas ósseas.

Infelizmente, esse tipo de terapia ainda é pouco acessível devido ao alto custo das aplicações. O gasto de cada aplicação fica entre R$1500,00 a R$2500,00. O preço varia de profissional para profissional e da técnica utilizada. Em alguns casos é necessário a sedação do animal e o uso do ultrassom para guiar a aplicação. Lembrando que em alguns casos são necessárias várias aplicações mensais.


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