terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Cães e gatos com transtorno compulsivo

Comportamentos compulsivos são uma sequência de movimentos geralmente derivados de comportamentos normais de manutenção (cuidar dos pelos, comer, caminhar, etc.) que são realizados fora de contexto, de uma maneira repetitiva, exagerada, ritualística e sustentada. Para ser considerado compulsivo, o padrão comportamental que está sob consideração deve ser suficientemente pronunciado de modo a exceder o necessário para atingir sua finalidade aparente ou de tal modo que interfira no funcionamento normal do animal.
Os comportamentos compulsivos mais comuns incluem rodopiar, perseguir a cauda, automutilar-se, alucinar (p.ex. morder moscas), andar em círculos, correr ao longo de uma cerca, vocalizar...

Transtornos compulsivos são um diagnóstico de exclusão. Deve-se descartar outras causas fisiopatológicas do comportamento aberrante ante de fazer o diagnóstico. Podem ser uma resposta comportamental ao confinamento ou a outras condições ambientais vagas (p.ex. estresse, ansiedade, frustração). Com o passar do tempo, o comportamento pode se tornar fixo e independente do ambiente.

Os comportamentos compulsivos podem ser categorizados em cinco grupos diferentes:
1- Locomoção: rodopiar, perseguir a cauda, andar de um lado a outro, ficar estático, pular no mesmo lugar e tremelicar a pele.
2- Oral: lamber-se, morder-se, lamber o ar ou o focinho, sugar o flanco, sugar lã, abocanhar moscas, polifagia, polidpsia, apetite depravado, morder / lamber objetos.
3- Vocalização: latir repetidamente, choramingar, miar alto e uivar.
4- Alucinatório: perseguir sombras / luzes, assustar-se, abocanhar moscas e lamber o ar.
5- Agressivo: agressão autodirigida, como rosnar para a cauda e mordê-la; comportamento agressivo dirigido a objetos inanimados.

Qualquer idade, sexo ou raça pode apresentar comportamento compulsivo. Em geral está relacionado à maturidade social (caninos: 12 a 36 meses; felinos: 24 a 48 meses).

Ao dar atenção a um animal (tanto positiva quanto negativa) durante um episódio de comportamento compulsivo, o proprietário pode de forma inadvertida, reforçar o comportamento indesejável. A terapêutica geralmente é montada com o intuito de ensinar o paciente a relaxar em uma variedade de disposições ambientais e substituir o comportamento estereotipado por outro calmo e competitivo. É necessário identificar e remover as fontes de conflito, estresse e frustração, se possível.

Fonte: Comportamento Canino e Felino


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