O medo de
barulho é um problema comum entre os animais; muitos cães e gatos sofrem
durante as tempestades ou com os rojões comumente soltados durante festas,
comemorações e jogos. Mas a pergunta é: porque isso acontece e o que fazer?
A fobia de
barulho é um medo profundo, persistente e excessivo de barulhos. Uma resposta
fóbica pode variar desde um estado catatônico até um estado maníaco. A
característica predominante é que a reação é excessiva ao extremo e considerada anormal em relação ao contexto.
O comportamento temeroso pode ser normal ou anormal, dependendo do contexto.
Quando o
animal está assustado, a porção simpática do sistema nervoso autônomo é
ativada, iniciando uma cascata de eventos fisiológicos associados à liberação
de epinefrina a partir da medula adrenal. É classicamente conhecida como a
resposta de sobrevivência de ‘lutar e fugir’. A patologia em animais que
desenvolvem medo excessivo ou reação fóbica a barulhos é desconhecida.
Alguns
barulhos, em geral altos ou súbitos, desencadeiam uma cascata de sinais
inespecíficos de ansiedade, incluindo (mas não somente) os seguintes:
salivação, defecação, micção, destruição, vocalização, tremor, tentativas de
fuga, aumento ou diminuição da atividade locomotora (por ex. andar de um lado
para outro ou ficar estático), esconder-se, aumento da vigilância/varredura
visual do ambiente, vômito.
Para evitar
acidentes: evite deixar um animal fóbico sozinho durante uma exposição prevista
ao barulho; assegure-se de que o animal esteja sempre contido ou preso à guia,
de modo que barulhos previstos não resultem na sua fuga para longe podendo se
machucar ou perder; forneça um esconderijo confiável para o animal (esse local
precisa estar sempre acessível, deve ser um local que minimize a intensidade do
evento, preferivelmente deve ser escuro e quieto).
Existem
também as técnicas de modificação comportamental onde os animais são treinados
para obedecerem aos comandos básicos de obediência como senta e fica,
exercícios para treinamento de tranquilidade, dessensibilização sistemática
onde o animal é exposto aos poucos aos sons que ele teme e o contra condicionamento, o som do barulho é associado a uma atividade prazerosa
para o animal, como comer ou brincar. O treinamento deve ser realizado com a
ajuda de um profissional em
comportamento animal.
Existem
também medicações que podem ajudar o animal, mas primeiro o médico veterinário
deve ser consultado para ver se realmente é necessária a utilização de drogas e
qual é a melhor para o animal.
Fonte:
Comportamento canino & felino

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