Prótese: é a substituição de uma parte ausente por algo artificial. Um substituto artificial de uma parte perdida, como um olho, uma perna ou um dente, usado por motivos estéticos ou funcionais ou ambos.
Órtese: é um apoio ou dispositivo externo aplicado ao corpo para modificar os aspectos funcionais ou estruturais do sistema neuro musculoesquelético para obtenção de alguma vantagem mecânica ou ortopédica.
No caso das órteses, é bem mais simples, não dúvidas quanto a utilização ou não. Se algo der errado, basta interromper o uso e buscar outras alternativas; não há muito o que dizer, apenas que existem várias órteses no mercado que ajudam a melhorar a condição de vida do animal, diferentemente do caso das próteses.
Você sabia que é possível colocar prótese no quadril de um cão, ou uma perna mecânica? Certamente você já ouviu falar ou viu alguma imagem na internet ou na televisão, mas você já viu algum caso? Acredito que a maioria não.
Embora a técnica esteja disponível já há alguns anos, ainda é bem pouco utilizada e divulgada no Brasil. Raramente se vê um cão com uma perna mecânica, principalmente devido à alta capacidade do animal de se adaptar sem um membro. As pessoas ainda têm receito de submeter seus animais a uma cirurgia de substituição da articulação coxofemoral no caso de displasia. Sempre fica a dúvida, e se não der certo? E se meu animal não voltar a andar? O custo também é outro fator a se levar em contar tendo em vista que uma cirurgia ortopédica não é barata.
Primeiro, é feita uma avaliação clínica do animal para então se escolher o melhor tratamento para cada paciente. Lembrando que o tratamento alternativo e conservativo deve ser sempre a primeira opção. Deve-se submeter um animal a cirurgia quando não há mais como tratá-lo conservativamente. É claro que há casos e casos, por isso a necessidade de realização de exames completos e a avaliação de cada caso por um especialista competente e experiente, pois, após o procedimento cirúrgico, não há como voltar atrás.
Como nos seres humanos, as complicações são pouco frequentes, mas não inexistentes. Não se pode descartar o risco de infecções, deslocamentos das articulações no pós-operatório, a soltura da prótese, etc. Portanto, deve-se ter em mente que não é um procedimento simples e que todos os passos da reabilitação são extremamente importantes.
O que é muito comum ocorrer em cirurgias ortopédicas mais simples (sem próteses), como displasias de cotovelo, coxofemoral, luxação de patela, etc., é que o ortopedista recomenda a fisioterapia no pós-operatório e o proprietário decide que isso não é necessário e não conclui o tratamento. Passado alguns meses, o animal está manco porque perdeu parte da mobilidade da articulação, é comum ocorrer atrofia de músculos por desuso e por fim, com o passar do tempo começam a aparecer outros problemas em outros membros devido à alteração na biomecânica do animal.
Todo e qualquer tratamento deve ser usado com cautela. Procure outras opiniões, outros profissionais antes de submeter seu animal a tratamentos tão invasivos, porque, no final, se algo der errado, quem vai sofrer é o animal e ele nem pode dizer se aceitava o tratamento ou não; ele não teve escolha.
A utilização de próteses, órteses, tratamentos alternativos e conservativos são opções de tratamento. É muito bom ter opções, saber que se pode escolher o melhor para o animal, mas é importante escolher com sabedoria. Todo tratamento é bom quando realizado com consciência e profissionalismo.
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